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Toko Interview #2


Para ler o quadro clique no título da postagem ou em leia mais.






Primeiramente Sonico, gostaria de agradecer por nos ceder essa entrevista.


1-) Como primeira pergunta, vamos voltar no tempo, segundo a sua Lucha Wiki,
você estreou em 2005, quando você iniciou os seus treinamentos na luta livre?


R: Iniciei os treinamentos em 2004 com meus amigos, na academia Sport Life do
Bob Jr, onde treinavam apenas os profissionais.


2-) Quanto ao seu começo na luta livre, foi um começo muito duro?


R: Não foi fácil, mas não foi nenhum mar de lava. Erros aconteciam, por vezes
lesões. Mas estava sempre bem resvalado por profissionais gabaritados que me
auxiliavam em tudo, o que certamente me ajudou a evoluir bastante. A irmandade
nos bastidores da BWF não é papo pra boi dormir como muitos pensam, nós
somos realmente unidos e um sempre ajuda o outro.


3-) Não leve para o lado pessoal, mas acredito que você seja um dos lutadores
mais baixos do Brasil, você tem alguma dificuldade por ser “baixinho”?


R: Na verdade eu gostaria de ser mais baixo ainda, chegando ao ponto de ser do
tamanho do me ídolo e inspiração maior, o Rey Mysterio. Dificuldade? Nenhuma.
Com treino e dedicação, respeitando e sendo respeitado, o tamanho passa a ser
mero detalhe.


4-) Na sua opinião, quais as maiores dificuldades que um lutador brasileiro
encontra?


R: A falta de profissionalismo que nos passa rasteiras dia após dia. As empresas
não acreditam na luta livre, que fica encostada sob o olhar dos poucos que
a mantem viva, e estes poucos não são milionários que podem sustentar
centenas de pessoas, o que faz que os lutadores tenham de levar a carreira
como “segunda vida”, sem tempo pra treino, sem subsídios, sem apoio, apenas
com amor no que faz. Certamente com melhor estruturação do negócio num modo
geral, nós poderíamos nos dedicar inteiramente à luta livre e os shows seriam
estrondosamente melhores.


5-) Conte-nos algum momento muito marcante em sua carreira na luta livre.


R: Minha primeira “luta” com o Xandão. Não é surpresa para ninguém que fui o
Rei da Virada, já estive em centenas de combates muito bons, com profissionais
gabaritados e até internacionais, já participei de entrevistas e muito mais,
mas o dia em que subi ao ringue com o Xandão pela primeira vez foi o mais
surpreendente.
Ao final de uma sessão de treinamento na qual o Xandão estava presente, Bob
Jr formou duplas para improvisarmos combates para treinar as técnicas que
havíamos aprendido na aula, e após separar todos pegou o Xandão pelo braço,
apontou para mim e disse “Pega aquele ali no canto. Pode fazer tudo que é golpe
e queda que ele sabe e vai em tudo”. Não preciso entrar em detalhes de o que
aconteceu, mas só de dizer que o resultado foi a academia inteira parar para nos
ver “lutando”, contando pessoal de lutas e da musculação, já da pra ter uma idéia
de como me senti.
Xandão é ídolo de muitos, e meu também, logo, não há gratificação maior.


6-) A pergunta de praxe do Toko Interview, sobre anabolizantes, qual a sua
opinião?


R: Anabolizante é medicamento, feito pra quem precisa. Quem não precisa, prefiro
conscientizar pra não usar, e, se for usar, faça sob orientação de profissional
qualificado, não de marombeiro que colocará sua vida em risco.


7-) O que você acha que falta para a Luta Livre no Brasil voltar a fazer o devido
sucesso?


R: Respeito, dedicação e investimento por parte dos atletas, fãs e investidores.
Não existe formula para o sucesso, basta fazer o mínimo bem feito que o resto é
conseqüência.


8-) De todas as lutas que você já realizou, qual você considera a melhor e qual
você considera a pior?


R: Sou muito chato e auto-critico, não gosto de responder à esse tipo de coisas.
É difícil decidir e apontar uma que agradou 100% e outra que foi ruína total,
mas, sem ofensas ou supervalorizações aos envolvidos, uma das favoritas foi o
sobrevivente na Virada Cultural contra Pirata e Anjo Loiro, e uma das que menos
gostei foi logo no início de carreira contra a Caveira Killinger.


9-) Qual foi a coisa mais engraçada que já ocorreu com você em cima de um
ringue?


R: Botches! Na hora da um nervosismo tremendo, mas, se não sai lesionado,
geralmente geram boas risadas. Me concentro demais no ringue, não gosto
de ter minha vida em risco mesmo sabendo que isso da uma apimentada
na performance, então fico centrado demais. Se erro, vejo que errei por me
preocupar, e não por acaso, e isso faz-me rir de mim mesmo.


10-) Para finalizar, gostaria de agradecer novamente pela entrevista. Utilize esse
espaço para passar um recado para os fãs e leitores.


R: Não tentem fazer nada do que vêem em casa! As equipes de luta livre estão
crescendo e oferecendo espaço para todos, portanto procure profissionais
qualificados para ajudá-lo à treinar e se tornar um astro, sem por sua vida e a
de amigos em jogo. E é claro, obrigado à todos pelo apoio sempre! Fiquem com
Deus, e em segurança!



Mega Y2J: Sonico, como você sente o assédio dos fãs?


R: É bom. Sou tímido, não gosto de multidões e idolatração, uma das questões
que me fez escolher ser um personagem mascarado, assim sendo os fãs se
resumem ao personagem e ao show, me permitindo reservar minha vida pessoal.


Denise: Contra quem e qual tipo de luta você sonha realizar?


R: No começo de carreira pensava muito nisso. Hoje em dia vejo que as lutas
mais simples, quando bem trabalhadas, podem superar qualquer outro tipo de
luta.
Fazendo um levantamento de arquivo (hehe), lembro que sempre viajava em
participar de TLC Matches, Heel in a Cell e Elimination Chamber, que são lutas
que permitem bastante acrobacia e golpes diversificados.
Oponentes é difícil dizer, mas creio que uma TLC contra Edge, Christian, Jeff
Hardy, Matt Hardy ou um dos Dudley Boyz seria justo. Heel in a Cell creio
nem precisar falar que seria contra a lenda maior, Undertaker. E Elimination
Chamber ficaria à vontade contra Kane, Christian, Y2J, Shelton Benjamin e Shawn
Michaels.
Isso ficando específico à essas lutas, conhecidas pela repercussão mundial que a
WWE e os astros citados deram nesse tempo que conheço de luta livre.
Ficaria feliz também em participar de uma Elimination X contra Kaval, Machine
Guns, Suicide, Kazarian e Sangriento.
Enfim... já deu pra ver que a lista pode ser longa. Basta ser bem bookado e
trabalhar respeitando todos, hehe.


MH-South: Você tem o desejo de lutar na WWE ou alguma outra federação
famosa de pro-wrestling? E qual foi a sua reação ao ficar sabendo da morte da
lenda “Macho Man” Randy Savage


R: Já luto na BWF. A fama é pequena, mas com fé em Deus um dia o mundo
voltará seus olhos para nós. Sair daqui pra me aventurar só me serviria de
experiência. Na WWE eu não teria o devido valor, afinal Mistico, digo, Sin Cara, e
Rey estão lá, e por mais que seja a maior empresa do ramo no mundo, não se vê
muita felicidade estampada no rosto de quem sai de lá, ainda mais os que tiveram
pouca valorização. Na TNA o Sangriento já tira o spot de qualquer mascarado que
apareça. CMLL e AAA seria ousadia de minha parte.
A vontade é fazer um nome, ser respeitado e ir atrás do sucesso, e onde
convidarem trabalhar com respeito e segurança.
Quanto à Randy Savage foi uma imensa tristeza. Um lutador carismático que
marcou época participou de filmes sempre representando e representando bem
a luta livre e, até onde conheço, uma pessoa de coração gigante por trás dos
bastidores. É a infelicidade de perder um amigo, um parceiro no trabalho. Muito ruim.


DJ Cage: Sônico, qual High Flyer é a sua grande inspiração?


R: Inicialmente Rey Mysterio sem sombras de dúvidas. Mas, se for pra fazer uma
lista, o banco de dados do blog vai pro espaço, hehe. Tem muita gente boa, muita
coisa pra se aprender, muita gente pra assistir. Mas no Rey da para se ver um
pacote completo. Ousadia, técnica, carisma, personalidade. É o topo, com certeza.


Andrew Rox: Em quem você se inspirou para começar a sua carreira? Você
acredita que a luta livre nacional voltará a ter o seu devido reconhecimento?


R: No começo quando tudo se resumia à jogar videogame e viajar em um dia ser
lutador, Undertaker, Mankind e The Rock eram os mais cotados. Após ver Rey
Rey em ação, tudo mudou e foi ai que percebi que era possível.
Reconhecimento? Terá sim. A cada vez que subo ao ringue levo essa
responsabilidade que vem se tornando certeza em minhas costas.


Léoh Silva: Você prefere o wrestling sendo “falso” ou você gostaria que realmente
valesse tudo de verdade?


R: Wrestling é essa maravilha que todos nós amamos do jeito que ele é. Pra ter
wrestling “de verdade” basta colocar meia dúzia de maníacos encima dum ringue
com tudo à sua disposição e deixar se baterem até que um mate o outro.
Nem no “vale tudo de verdade” vale tudo de verdade.


Lady Hardcore: Sônico, primeiramente é uma honra poder perguntar algo a você,
mas vamos lá, o que você acha das empresas que não dão valores aos high
flyers? Beijos e continue lutando para que seus sonhos se tornem realidade.


R: Pode ter certeza que a honra é maior ainda de minha parte, tanto por ter
espaço e reconhecimento em entrevistas como por ver a presença do publico
feminino num esporte considerado “pra macho”.
Creio que cada empresa segue uma filosofia, e se nesta filosofia não se encaixa
dar valor aos highflyers, não há nada que possamos fazer.
O wrestling em seu cerne é formado por bombadões se degladiando. Quando
um louco decidiu voar, assim foi considerado, um louco. Hoje é mania em muitos
lugares no mundo, mas muitos ainda preferem o básico.
Isso vai de gosto. Eu gosto de lucha libre, prioritariamente, o que me faz pensar
que é um estilo com um “Q” a mais, mas se a empresa faz bem seu trabalho sem
o uso deste estilo, tudo o que posso fazer é aplaudir.
Obrigado pela pergunta e pelos votos.


Aero Boy: Em quais promoções de wrestling você gostaria de lutar? E o que você
pensa sobre o Ultraviolent Wrestling?


R: Na verdade não tenho muito o que querer, a real é que tem-se que conquistar espaço. Por escolha própria, não seria o Rey Mysterio o dono da gorda conta
bancária e da máscara mais famosa do mundo. Chegar à uma empresa, grande
ou pequena, e ter reconhecimento não é fácil, e disso qualquer lutador do Brasil
ou do Mundo pode te assegurar. Como já disse, a vontade é se aventurar,
passar por de tudo um pouco e se destacar o máximo pra um dia ter espaço e
reconhecimento onde Deus permitir.
Quanto à Ultraviolent Wrestling não posso ter opinião formada. Sei que luta
hardcore já foi meu estilo favorito um dia e já fiz algumas lutas nesse estilo, e
asseguro-lhe que não foram ruins. Prefiro estilo luchador, mas se o ultraviolent for
solicitado, tem de entrar de cabeça e fazer bem feito, como tudo nessa vida.
Meu amigo Zumbi luta na DTU, empresa mexicana de Wrestling Ultraviolento.
Seu trabalho é muito bom e muito reconhecido, mas admito que ele tem muito
culhão para participar destas lutas, coisa que acho que eu não teria. Enfim, só
participando pra saber.


No vídeo BWF Telecatch #91, existe uma luta muito boa em que Sonico enfrentou o Gigante de Bragança, Xandão! Para assistir dê play abaixo:






Sonico ao fundo após a Virada Cultural 2011
Sonico e seu cinturão após vencer o torneio "Rei do Ringue" na Virada Cultural 2011

Um comentário:

Denise Sanchez disse...

Muitoo boaa a entrevista!

Sonico um grande lutador, mto foda!

Com esse espaço no blog, faremos a nossa parta para a LLN crescer!

Continue assim amor =D